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História da Iridologia
Ignatz Von Peczely
Desde os primórdios da humanidade que os olhos são objetos de fascínio pelo Homem. Há achados arqueológicos que comprovam que os Caldeus, Babilônios, deixaram inscrições em pedras sobre a íris e a sua relação com o restante do corpo. No antigo Egito foram encontradas cerâmicas onde foram pintados olhos inclusive com sinais iridológicos.
Na Grécia Antiga, Hipócrates, pai da Medicina, também se interessou pelo estudo da íris com a finalidade de diagnose. Como existem referências em registros da Escala de Salerno.
Em 1670 d.C., Phillippus Meyens, Dresden, na sua obra Chiromatic Médica, faz menção de sinais na íris e quais são principais, bem como dá um entendimento básico para o primeiro mapa da íris publicado.
Já em 1695, em Nuremberg, Joahann Eltholtz, escreveu trabalhos científicos sobre sinais na íris.
Cristian Haertels, passados 91 anos, em Goettinger, elaborou um trabalho fundamental nos estudos de Meyens e Eltholtz, chamado De óculo et signo (o olho e seus sinais), que causou muita polêmica na época.
Porém, coube a Ignatz Von Peczely, Hungria, o mérito de codificar a iridologia. Menino, ainda aos 10 anos, fraturou acidentalmente uma das patas de uma coruja e verificou, o aparecimento de uma marca na íris da referida ave,
no ponto correspondente ao número 6 do relógio, imaginando que a íris é redonda, podendo ser subdividida como se fosse um relógio, que marcou a íris da ave que é um dos símbolos de sabedoria.
Peczely, tratou da fratura da coruja e notou que o sinal mudava de característica á medida que a fratura se consolidava, marcando indelevelmente a sua íris.
Interessante ressaltar que as grandes descobertas quase sempre são feitas ao acaso, se é que existe acaso. A sabedoria judaica diz que inexiste o acaso. Jung diz que inexiste acasos e sim sincronicidade. Assim ocorreu com a descoberta da Lei da Gravidade por Isaac Newton, quando caiu a famosa maçã, que deu origem à esta descoberta.
O mesmo ocorreu com a descoberta da fórmula do Núcleo Benzênico por Kekulé. Ora, tanto uma como a outra sempre existiram, faltava uma Pedra Fundamental, um Land Mark, para que a humanidade tivesse acesso à estes dados. Assim aconteceu com a Iridologia e a IrisDiagnose, quando o Inconsciente Coletivo se utilizou de pessoas e situações, como Peczely e a coruja. O que vem provar cada vez mais que o conhecimento, em momento algum, pertence a quem quer que seja, pertence sim aos infindáveis universos em movimento, o que as pessoas tem sim é o mérito de em algum momento, de algum modo, talvez por harmonização, poderem acessar estes conhecimentos, se tornando assim, são as pioneiras nas referidas descobertas.
Com Peczely foi igualmente semelhante, posteriormente como médico observou haver uma relação entre os órgãos do corpo humano e a íris e elaborou um mapa da íris com as representações topográficas destes mesmos órgãos. Em 1881, publicou Discoveries in the field of natural science and Medicine: Instruction in the Study of Diagnoses from the Eye. Em 1886, Peczely publicou um mapa in Die Homeopatische Monats blatter.
A respeito de Peczely, o Dr. Jensen refere que aos 10 anos de idade já possuía noções exatas de Anatomia, a tal ponto de desenhar perfeitamente o corpo humano, tendo sido convidado para ir à Roma para estudar com Michelangelo. Aos 20 anos foi preso por exercer atividades revolucionárias, fato este que lhe permitiu se dedicar com afinco à IrisDiagnose. Enfim, era um homem incomum, daqueles que Deus incumbiu de realizar algo de bom para a humanidade.
Como prova de que o conhecimento jamais pertence a uma pessoa. Na mesma época, sem mesmo conhecer Peczely, um pastor homeopata de nome Nils Liljquist, Suécia, publicou um trabalho independente sobre o assunto designado On Degendiagnoses, que em inglês recebeu o título de Diagnose from the eye, que que incluía um mapa com desenhos coloridos e em preto e branco.
Liljquist referia que a íris era formada por inúmeras fibras nervosas hoje comprovadas, que recebem as informações de todo o sistema nervoso, proveniente do restante do organismo, o que fazia do olho o Espelho da Alma, e também a Janela do Corpo, por onde pode se “ver” a constituição do indivíduo.
Em 1916, o Dr. Anderschou, Noruega, publicou em Londres Iris science.
O Pastor Felke, Alemanha (1856-1926), passou os seus ensinamentos de forma oral e coube aos seus discípulos, como Muller, Alemanha, escrever The Eye Diagnoses based upon the principles of Pastor Felke.
Em 1904, o Dr. Henry Lahn, (Lane), USA, escreveu Iridology the Diagnoses from the eye.
Em 1905, o Dr. Peter Thiel, Alemanha, escreveu o The Diagnoses of Disiose, by observation of the Eye.
O Dr. John Raymond Christopher (1909-1983), fundou a School of Natural Healing, Utah, USA, professor de Iridologia, Herbalismo e Naturopatia e Técnicas Naturais de Cura.
O Dr. Rudolph Schnabel, Alemanha, escreveu três livros sobre Iridologia.
Em 1918, o Dr. Collins traduziu para o inglês o livro do Dr. Thiel.
Em 1919, o Dr. J. Kritzer, USA, publicou Iris Diagnoses.
Em 1922, o Dr. Henry Lindlahr, USA, publicou o vol. IV, Natural Therapeutics, “Iris Diagnoses”, also “Irisdiagnoses”. Neste mesmo ano o Dr. John Arnold, funda, na Austrália, o World Iridology Fellowship.
Em 1952, o Dr. Bernard Jensen, USA, escreve o livro Science and Practice of iridology, vol. I.
O Dr. León de Vannier famoso e importante homeopata publica Le Diagnostic Des Maladies Par Les Yeux, em 1957, em Paris.
Em 1965, Josef Deck, Alemanha, escreve Grundlagen der Irisdiagnostik.
Em 1969, em tradução em inglês, Theodore Kriege, Alemanha, escreve, Fundamental Bases of Iris Diagnoses.
Bourdiol, R.J., publica as Bases Fundamentais do iridodiagnóstico, na França.
Em 1970, o Dr. V. L. Fernandiz, Espanha, escreve Irisdiagnosis.
Em 1972, Dr. Adrian Vander, Barcelona publica Diagnostico por el Iris.
Em 1976, La Dean Griffin, USA, Eyes – Windows of Body and soul, practitioner and teacher of iris diagnosis, herbalism and diet.
Em 1978, Gilbert Jausas, Espanha publica La Iridologia Renovada.
Em 1984, Josef Rech publicou o livro Refferentation of iris nice king.
Em 1984 Denny Johnson, USA, publicou o The eye reveals.
Em 1985 o Dr. Victor Davidson publica em Madrid, Diagnostico por el iris.
Anton Markgraf, Alemanha, publica Die Genetischen Informationem in de Visuelen Diagnostik, em 1988.
Em 1989, Farida Sharan, publicou o livro, Iridology a complete guide to the diagnosing throught the iris and related forms of treatment.
Em 1990, Alfredo Torti e Enzo Di Spazio publicam na Itália Il Terreno Diastésico in Iridologia.
Marcel Monneret, França, publica Cours International D’Iridologie.
Mauro Ivaldi, publica na Itália, Iridologia, l’occhio specchio della salute, em 1991.
Em 1993, Daniele Lo Rito, Itália, publica Il Cronorichio, nuove acquisiozine in Iridologia.
Flavio Gazzola publica em 1994 o livro Curso de Iridologia em Barcelona, Espanha.
Serge Jurasunas publica Iridologia – Um Diagnóstico Natural em Lisboa, Portugal, em 1995.
Albert Dardanelli Ackermann publicou Iridologia Moderna Ilustrada em Madrid, Espanha.
Daniele Lo Rito, publicou em 1998, o livro Cronorischio, na Italia.
Hauser Karl Stolz, publicou em 2000 - Information fron Struture and Colour - Germain - Feek Institute.
John Andrews publicou em 2000, Immunology and Iridology - England - Ed.Corona.
Albert Dardanelli Ackermann published Iridologia Moderna Ilustrada in Madri, Spain.
Nils Liliquist
Nils Liliquist Bernard Jensen
Este apanhado de dados seguramente deixa de refletir verdadeiramente o histórico da iridologia mundial, por isso sem duvida alguma, algum pesquisador importante de algum lugar do planeta deixou de ser citado. O autor diante desta sua limitação se redime e pede desculpas e solicita colaboração no sentido de ampliar esta relação.
A IRIDOLOGIA NA AMÉRICA LATINA
A América Latina, sempre teve grandes iridologistas que na sua imensa maioria transmitiam e transmitem oralmente a sua sabedoria. No que se refere a obras escritas existe um livro publicado no Chile de autoria de Lezaeta Acharán, intitulado a Íris Revela sua Saúde.
Na Argentina o Dr. Luis Cesar Guedes Arroyo, discípulo do Dr. Jensen desenvolve um trabalho importante de divulgação da Iridologia no Continente.
IRIDOLOGIA NO BRASIL
Como na América Latina, aqui, no Brasil, sempre houve iridologistas que exerciam suas atividades no seu consultório particular. Há referências de um médico, professor de anatomia que já falava sobre o assunto aos seus alunos.
Um iridologista de extremo saber, um dos pioneiros senão o primeiro iridologista do Brasil foi o professor Todorovic, que deixou o seu legado através do seu livro A Máquina Humana.
Outro pioneiro que escreveu sobre o assunto foi o Dr. Márcio Bontempo, através de seu livro As Bases Fundamentais do IridoDiagnóstico, em 1981.
Em 1986 Batello publica artigo sobre Iridologia na Revista de Homeopatia, que é indexada internacionalmente, fato este que aumenta a sua credibilidade à nível mundial.
O próprio autor escreveu em 1988, Iridologia - O que os olhos podem revelar. Em 1996, com a colaboração de vários autores, Ricardo Ghellman, Regina Valverde, Jorge Meneghello, Wu Tou Kwang, Nicole Christine Wender, Célia Mara Melo Garcia, Marilise Rossato Albuquerque Coelho, Antonio Evangelista Bueno e Valter de Oliveira Filho, organizou o livro Iridologia Total a uma abordagem multidisciplinar. Em 1997, juntamente com Clay Pareschi elaborou o primeiro mapa genuinamente brasileiro de Irisdiagnose.
Outra iridologista que deixou uma obra escrita é a Dr.ª Liane Beringhs, intitulada Via Saudável pela Iridologia em 1991.
Denny Johnson publica em 1992 O que o Olho Revela, em português.
Em 1996, Gilnei Belissimo lança o seu Mapa Nutricional em Iridologia.
Em 1996 foi criado o 1º Curso de Pós-Graduação em Iridologia-IrisDiagnose no Brasil e talvez um dos pioneiros do mundo, realizado pelo IBEHE, tendo como coordenador Celso Batello.
Em 1996, Celso Batello e Artenio Olivio Richter publicaram separadamente artigos sobre Iridologia na Revista de Oxidologia, que é, também, indexada internacionalmente.
Em 1998 Celso Batello participa de Mesa Redonda falando sobre Iridologia no IX Congresso Internacional de Oxidologia e Medicina Ortomolecular, inserindo a IrisDiagnos e em tão importante evento.
A Dr.ª Regina Valverde em parceria com Aureo Augusto também contribuiram com a obra Iridologia e Florais de Bach, e posteriormente a autora, com o livro Os olhos dos Deuses, em 1998.
O Prof. Gauer, o maior iridologista brasileiro, cientista, que escreveu e inovou a Iridologia com seu livro Através da Iridossomatologia em 1996, que presenteou o autor com o 1º livro da 1ª edição, fato este que muito honra o autor.
Estas pessoas só puderam escrever suas obras graças aos ensinamentos do Prof. Gurudev Sing Khalsa, pioneiro na prática e divulgação da IrisDiagnose no Brasil, bem como do Prof. Adalton Vilhena Stracci, que particularmente iniciou o autor nesta Ciência e Arte.
No Brasil está havendo uma verdadeira explosão da Iridologia e IrisDiagnose, contudo alguns fatos históricos devem ser colocados, como o I Congresso de Iridologia e Naturopatia, realizado em Friburgo, que contou com a presença de Denny Johnson e outros nomes importantes, onde foi criada a Associação Brasileira de Iridologia e Naturopatia, que publicou a primeira revista sobre o assunto.
Em 1992, criou-se a Associação Médica Brasileira de Iridologia, que realizou o I Congresso Brasileiro de Iridologia, em São Bernardo do Campo, que contou com a presença do maior iridologista vivo de todos os tempos, o Dr. Bernard Jensen.
Em 1994, realizou-se o II Congresso Brasileiro de Iridologia e I Congresso Internacional de Iridologia, que receberam o nome de Congresso Denny Johnson, em Santo André, donde saiu a criação da Associação Mundial de IrisDiagnose.
Em 1996, foi realizado em Valinhos o III Congresso Brasileiro de Iridologia e II Congresso Internacional de Iridologia, que recebeu o nome de Congresso Celso Batello.
Em 1998 Clodoaldo Pacheco faz curso na Itália e estabelece uma ponte de união entre ambos os países.
Em outubro de 1998 se realiza o IV Congresso Brasileiro de Iridologia, o Congresso Arnaldo Gauer, cujos frutos vão influenciar taxativamente a Iridologia e IrisDiagnose no Brasil e no resto do planeta. É o último congresso do milênio. O motivo de ser somente um congresso nacional se deve ao fato de se poder congregar num só evento tantos expoentes que a nação possui, para daqui, quem sabe, sair uma luz para a Iridologia de todos os lugares do planeta.
Em junho de 1998, Celso Batello faz palestra sobre Iridologia e Radicais Livres no Hospital da Clínicas, à convite da Disciplina de ginecologia da Faculdade de Medicina da USP.
Como já referido, existe no país uma gama imensa de iridologista de renome, que fazem seu trabalho de forma oral, divulgando este legado do Oiapoque ao Chuí.
Não podemos olvidar do prof. Edomar Batista Cunha, que divulga a iridologia clássica e a naturopatia de Bernard Jensen, por todo o Brasil.
Se este histórico acabasse aqui, se cometeria uma grande injustiça com as 3 pilares das chamadas práticas alternativas, entre elas a Iridologia e a IrisDiagnose que são Chawki Zaher, M. Matheus de Souza e Wu Tou Kwang, sem eles teria sido muito, mas muito mais difícil.
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